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Atualidades

Diabetes Melito e as restrições alimentares

  • Dra. Viviane Chaer Borges Hafez
  • 19 de Julho de 2021

Para falar sobre as restrições alimentares em pessoas com diabetes melito (DM) é necessário falar rapidamente sobre um hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina. Esse hormônio é essencial para a vida. Ele dita o que fazer para várias células do nosso corpo.

A insulina é necessária para que nosso corpo saiba o que fazer com a energia que ingerimos através dos alimentos.

Em condições de saúde, esse hormônio diz se nosso corpo deve guardar a energia proveniente do que comemos ou se devemos queimar a energia que temos estocada. Todos nós diariamente precisamos de energia para que nosso corpo funcione de maneira adequada.

Se houver muita insulina, nosso corpo transformará principalmente os carboidratos em gordura e a própria gordura em gordura e armazenará no tecido adiposo. Se o valor de insulina estiver baixo, nosso corpo irá queimar a gordura, armazenada no tecido adiposo, para fornecer a energia que precisamos.

O alimento que provoca maior aumento da glicemia e consequentemente maior liberação de insulina é o carboidrato. São eles: pães, bolachas, biscoitos, massas, arroz, batata, mandioca, mandioquinha, as frutas que contem glicose e frutose e a grande classe de doces que contem sacarose além de amido. Tudo isso é carboidrato, dentre outros alimentos.

No paciente que tem DM tipo 2, ocorre uma demora na liberação de insulina pós-prandial, assim mais tempo a glicose permanece alta no sangue. Quanto mais alta essa glicemia estiver, maior será o estímulo para produzir a insulina e maior será a chance de que a insulina transforme essa glicose em gordura corporal.

No paciente que tem DM tipo 1, ou no DM tipo 2 que faz uso de insulina, quanto mais carboidrato a pessoa come, quanto mais energia total ela ingere, maior será a necessidade de insulina e a insulina estando alta, ela irá dizer ao organismo para transformar aquela glicose em gordura. Assim, em ambas as situações, o consumo não controlado de carboidratos principalmente os que não tem fibra e de energia irão aumentar a glicemia no sangue, levando ao aumento da produção de insulina ou da necessidade de insulina naquelas pessoas que fazem uso de insulina. A chance de ganhar gordura corporal aumenta. A gordura corporal acima do que seja normal para cada indivíduo pode provocar outros problemas associados.

Portanto, o paciente com DM deve sempre se preocupar com a quantidade de carboidratos que consome e com o tipo de carboidrato. Carboidratos com fibra provocam menor resposta pós-prandial na glicemia sanguínea do que carboidratos sem fibra. É melhor comer uma farinha integral do que uma farinha branca; uma arroz integral do que um arroz polido; comer uma fruta do que tomar um copo de suco de fruta (na fruta temos a fibra. No sumo da fruta não temos a fibra, somente sacarose e frutose); fazer uma batata refogada com aveia do que comer a batata sozinha e assim por diante. Comer abacate ou côco que praticamente não têm carboidratos do que um melão ou melancia, frutas estas de alto valor e carga glicêmica.

Em relação aos doces a situação fica mais complicada. Temos que olhar não somente se o doce tem sacarose, frutose, mas além disso quanto tem de carboidrato por porção consumida.

O profissional nutricionista é o profissional capacitado para orientar quem tem DM sobre quanto é possível comer de carboidratos no dia e também quanto ingerir dos outros macronutrientes, como as proteínas e as gorduras.

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